Câmara rejeita contas de 2014 da Prefeita Ivone em Calmon

A Sessão da Câmara de Vereadores de Calmon desta segunda-feira (14), novamente chamou a atenção pela "discussão" em torno da atual administração. Vereadores destacaram a questão das contas que no primeiro momento em 22 de agosto de 2016, foi enviado pelo TCE solicitando a rejeição, a Prefeita entrou com recursos e novamente o tribunal de Contas reenviou com ressalvas.

Seguindo os seguintes itens, apurados pela comissão de Finanças, Orçamento, Tributação e Fiscalização do Legislativo calmonense, considerando que as contas do exercício de 2014 apresentavam restrições como, realização de despesas com Ações e Serviços Públicos de Saúde  no montante de R$ 1.445.187,26, representando 14,94% com impostos (R$ 9.671.524,90), quando o percentual mínimo a ser aplicado (15%) representaria gastos da ordem de R$ 1.450.728,74, considerando, portanto, aplicação menor no montante de R$ 5.541,48 ou 0,06%, em descumprimento ao Artigo 198 da Constituição Federal e Artigo 77. Outro ponto que chamou a atenção e descrita pelo Tribunal, trata-se das despesas com manutenção e desenvolvimento da educação básica no valor de R$ 1.532.428,88, equivalendo a 76,67% (menos que 95%) dos recursos do FUNDEB, gerando aplicação menor no valor de R$ 366.389,75, em descumprimento ao Artigo 21 da Lei 11.497/2007. Além destes dois itens citados, foi destacado também, a existência de balanço consolidado não demonstrando adequadamente a situação financeira, orçamentária e patrimonial do Município nem 31 de dezembro de 2014, em virtude das inconsistências contábeis apuradas, contrariando os princípios fundamentais de contabilidade aplicados à Administração Pública.
Também foi informado no parecer quanto a inconsistências nas informações e ações duvidosas dentro dos Conselhos Municipais, inclusive com utilização incorreta dos recursos do FIA, como registrado no relatório da DMU e apontadas pelo Ministério Público em flagrante descumprimento das normas do CONANDA e do Estatuto da Criança e dos Adolescente. Outro item que chamou a atenção, foi a falta de transparência e de divulgação das informações do Município em afronta direta ao princípio da publicidade.
Diante de tudo, e no que consta dos autos o parecer da comissão foi pela rejeição da contas anuais de 2014 do Município de Calmon. Os vereadores da Comissão foram os seguintes:  Antonio de Almeida(Bilino) votou pela aprovação, Alemão Kercher pela rejeição e Alcebíades(Bide) também pela rejeição. Indo para votação no plenário os vereadores votaram da seguinte forma:
Pela Rejeição: Alcebíades(Bide), Giovani(Vano),Edimar, Guzzi, Kercher e a Presidente Neide, pela aprovação das contas votaram, a vereadora Silvana, Cloreni(Nerizinho) e Antonio(Bilino). Sendo assim a Câmara rejeitou as contas por seis(06) votos a três(03).
Durante a sessão o vereador Alemão Kercher reclamou que quando afirmou que votaria pela rejeição das contas  pessoas afirmaram que ele, Kercher, havia se "vendido" ao prefeito eleito Pedro Spautz, e teria sido manipulado. "Não fui manipulado por ninguém, nunca desprezei ninguém e sempre fui contra perseguições, inclusive disseram que a teta tinha secado para mim". desabafou o vereador.
Ele ainda comentou que  unca "mamou" na famosa "teta" e sempre trabalhou com seus filhos e não recebeu propina, onde muitos deixaram de trabalhar apenas para viver de ajudas. Kercher denunciou que pessoas tinham que pagar os próprios exames, por que o município não pagava, espera que a próxima administração trabalhe por todos sem discriminação,
Mais uma noticia que chamou a atenção durante a reunião, deu conta que membros da atual administração ou da coligação que perdeu as eleições solicitaram a não diplomação do vereador Edimar Santiel e do atual vereador Giovani Gregório(Vano). Mas os denunciante não sabiam que o vereador Vano não concorreu a reeleição e portanto não poderia mesmo ser diplomado. "O que tem de errado com este povo que me perseguem e não querem que o novo prefeito Pedro assuma?" Comentou Giovani.
'O vereador Bide denunciou que uma agente de saúde de São João de Cima, está com pagamento atrasado e devido ela optar pelo candidato Pedro e possuir um adesivo do Vereador Bide em seu veículo, foi exonerada do cargo, sem receber a rescisão e muito menos os três meses de salário do qual tem direito.

Afirmaram ainda que um funcionário fotografou o veículo da agente e que um político foi até a sua casa afirmando que ele havia solicitado a sua exoneração, onde a funcionária afirmou que vivia em um país livre onde todos tem a opção de escolher em quem votar. Isso demonstra claramente que o "voto de cabresto" ainda sobrevive em Calmon e está mais do que na hora da Justiça assumir o seu papel de defender os cidadãos e cidadãs deste pequeno município, onde  a "mão de ferro" e ameaças ainda imperam.

Rádio Destaque Regional 
Divulgação

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