Fauna de crustáceos do Rio do Peixe é alvo de pesquisa financiada pela UNIARP


O estudo da fauna de crustáceos em ambientes de água doce é fundamental para a compreensão da dinâmica ecológica e, consequente, criação de medidas de conservação dos ambientes em que ocorrem. 

Pensando nisso o prof. Dr. André Trevisan, juntamente com acadêmicos do curso de Ciências Biológicas da UNIARP estão desenvolvendo um projeto de pesquisa que visa avaliar aspectos da biologia populacional de crustáceos do gênero Aegla na região das nascentes do Rio do Peixe, no município de Calmon. O projeto é financiado pelo Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP) da UNIARP.

De acordo com o professor André esses organismos são fragmentadores de matéria orgânica e controladores de populações de insetos em córregos de baixa ordem contribuindo de modo importante para o equilíbrio dos ecossistemas de água doce. Além disso, o professor destaca que os eglídeos, por viverem em águas límpidas e bem oxigenadas são extremamente sensíveis às variações ou perturbações ambientais, sendo que, quando estas ocorrem, podem levar à redução ou ao desaparecimento das populações. “Esses organismos devem ser prioritários para estudos bio-ecológicos, visando sempre à criação de medidas conservacionistas”, avalia.
O projeto conta com a participação de um aluno bolsista FAP além de estagiários voluntários. De acordo com o acadêmico Eduardo Bortolon Ribas as atividades de pesquisa desenvolvidas contribuem muito para a formação acadêmica, uma vez que é possível aliar os conhecimentos obtidos em sala de aula com a vivência prática. De acordo com o acadêmico a bolsa de iniciação científica do FAP possibilitou a abertura de um horizonte novo e, até então, desconhecido, além disso, o contato com o mundo da pesquisa científica abre novas possibilidades na carreira do biólogo.
Além da fauna de crustáceos, outra frente desta pesquisa busca avaliar a qualidade da água na cabeceira do Rio do Peixe utilizando a fauna de insetos aquáticos. A avaliação biológica apresenta algumas importantes vantagens sobre a físico-química, uma vez que os organismos integram condições ambientais por um longo período de tempo, enquanto que os dados químicos são medidos instantaneamente na natureza e, portanto, necessitam de um grande número de medições para que se obtenha uma maior acuidade nos resultados, além disso, a utilização desta técnica possui baixo custo e requer pouco aparato técnico. Fonte e Fotos: Uniarp

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com palavrões, ofensa moral, xingamentos ou que possa denigrir a imagem de alguém ou do blog não serão aceitos.