Opinião por Luiz Michel Zanatta - Calmon, a capital do cabide de emprego

No facebook da Secretária da Saúde, a prefeita aparece em seus membros da família como Sogra
Durante a semana que passou, fui comunicado por algumas pessoas, moradoras da Capital da Hospitalidade (Calmon), que a Prefeitura serviria como um cabide empregatício para familiares da atual Prefeita Ivone Mazzutti De Geroni. Mas dei risada dessas pessoas quando me falaram, pois imagina, Calmon a cidade do cabide de emprego? (Risos)

Pois bem, resolvi investigar um pouco sobre esse caso. Em minha primeira busca, pensei logo de cara o Portal da Transparência da Prefeitura, o qual, por milagre, está sendo bem atualizado. (Confesso que achei bastante estranho, mas está sendo atualizado).
Pela segunda vez, pensei, “não, jamais encontrarei algo de errado, nepotismo em Calmon? Para né, isso jamais aconteceria lá” (Risos novamente). Mas por mais que meus pensamentos fossem tão positivos, me deparo com algo que chama a atenção.
Um nome, perdido entre tantos cargos comissionados na prefeitura, esta foi a razão pelo qual meu olhar desviou por dois minutos. E não precisei mais que isso para descobrir algo que, quem sabe, poderíamos considerar como nepotismo.

Nepotismo 1
Para quem não sabe, nepotismo é o crime cometido por políticos, os quais, usando de suas atribuições, nomeia familiares, parentes, parantes de parentes, cunhados, noras, animais de estimação e por ai vai...
Vou explicar em um breve resumo o que é isso: “A Súmula Vinculante n° 13 nasceu do reiterado entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da inconstitucionalidade da nomeação de parentes da autoridade nomeante ou de servidor, da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, por violar os princípios da moralidade, da igualdade e da impessoalidade, insculpidos no art. 37, da CF/88”.

Nepotismo 2
Pois bem, sendo assim, caracteriza nepotismo a nomeação de: esposa(o)/companheira(o), filho(a), pai, mãe, avô(ó), neto(a), bisavô(ó), bisneto(a), irmão(ã), tio(a), sobrinho(a), sogro(a) e seus respectivos pais e avós, enteados e seus respectivos netos e bisnetos, cunhado(a), genro, nora, cônjuge do tio(a), irmã(ã) e sobrinho(a), da autoridade nomeante ou do servidor, da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento.

Enquanto isso na Capital da Hospitalidade...
Pois bem, continuando minha “caçada” por parentes da prefeita, como já havia falado antes, um nome me chamou a atenção, e a pessoa, dona deste nome, nada mais é do que a nora da prefeita de Calmon. Mas, pera, nora pode né?

Segundo a súmula nº 13 do poderoso STF, a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.
Alguém por favor, avisa a prefeita que nomear sua nora é sim uma violação a súmula vinculante nº 13 do STF. Mas pergunto, estamos no último ano de mandato e nunca ninguém viu isso? Pois bem, acredito que tenha relação, mas ainda no portal da transparência existe um campo cujo nome é: “Ato de Nomeação” e nele deve conter o número do ato de nomeação e a emenda a qual a prefeita dará os poderes ao agente comissionado, ainda outra falha, existe um campo o qual diz “Data Admissão” e outra “Data nomeação”, ambas estão com datas diferentes, porém não precisei de muito, logo descobri, pois ainda em outro campo no portal existe um 4º item que diz: “Cargo Anterior”, e ela ocupou a Secretaria de Governo, sendo que este campo também não contém número do ato de exoneração.
Exemplo comparado entre outros servidores nomeados pela prefeita 

Eu visito Calmon pelo menos uma vez por semana, e fico triste em vem o quanto aquela cidade está abandonada, lugar que teria tudo para crescer, se não fosse este tipo de política que vemos há alguns anos na administração. Enquanto existirem políticos que em vez de pensar no bem povo, pensarem apenas no bem dos seus bolsos, Calmon jamais deixará de ser um fim do mundo!

Termino esta primeira coluna de opinião com a seguinte pergunta. Até quando o povo calmonense permanecerá adormecido na sombra de uma política porca e corrupta? Se alguém souber a resposta, por favor, me falem!  
Exemplo comparado entre outros servidores nomeados pela prefeita 

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